sábado, 14 de novembro de 2009

Mas baixinho e de bigode

Algures, neste momento, está um Malcom Tucker aos berros.


E com estes pensamentos felizes não me zango e mantenho-me zen.
É o sistema a funcionar. Das séries, por supuesto.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Fui passear a um dicionário



Um bonito pout-pourri da língua portuguesa - palavras que por sensatez ou ignorância desconhecia.

agerásico, adj. diz-se de um velho com robustez. (Cp. gr. agératos).

bodalha, s.f. pequena porca. (De bode?).

concho, adj. protegido por concha; fig. muito senhor de si; vaidoso; enfatuado; pachorrento; s.m. (prov.) vaso de folha ou cortiça para tirar água dos poços; sapo -: cágado. (De concha).

desglabrar, v. tr. rapar o cabelo a; refl. ficar calvo. (De des + glabro).

esbambalhado, adj. bambo; lasso.

filogenitura, s.f. amor que determina a procriação dos filhos. (Do gr. philos + lat. genitura).

gebada, s.f. amachucadela do chapéu por efeito de pancada.

hamular, adj. 2 gén. que tem a forma do anzol. (Do lat. hamulu).

isquiadelfos, s.m. pl. e adj. monstros ou designativos dos monstros de corpos duplos, ligados pela bacia. (Do gr. iskhior + adelphós).

jaez, s.m. adorno das bestas; fig. espécie; qualidade; laia; sorte. (Ár. jahaz).
lucho, s.m. sujidade. Cf. luxo. (Cp. lixo e gal. luxar).

mussitar, v. intr. falar por entre os dentes; cochichar; murmurar (Lat. mussitare).

nefelibata, s. e adj. 2 gén. pessoa ou designativo da pessoa que anda nas nuvens, longe da realidade; próprio de quem anda nas nuvens; designativos dos escritores excêntricos. (Do. gr. nephéle + bates).

occíduo, adj. (poét.) ocidental; decadente. (Lat. occiduu).

pantafaçudo, adj. bochechudo; monstruoso; grotesco; ridículo. (De face, etc?).

quotiliquê (qu-ô), s.m. pessoa ou coisa de pouco valor; bagatela; ninharia; ant. coisa distinta; nobreza (Da soletração de q [quê-u-til=quê].

rubígine, s.f. o m.q. ferrugem. (Lat. rubigine).

solerte, adj. 2. gén. astucioso; velhaco; finório; expansivo; alegre. (Lat. sollerte).

tiromancia, s.f. suposta adivinhação com o emprego do queijo. (Do gr. tyrós + manteia).

uxoriano (cs), adj. relativo à esposa (Fr. uxorien).

vesano, adj. louco; maníaco; insensato (Lat. vesano).

xurdir, v. intr. (prov.) lutar pela vida; mourejar.

zizaniar, v. intr. semear a discórdia. (De zizânia).



Tudo do meu velhote Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, 5ª edição ("muito corrigida e aumentada).

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Hoje de manhã decidi experimentar uma nova marca de cereais.
Abri a caixa, animada perante a imagem na mesma - grandes círculos tipo Cheerios (mas grandes! - como os Weetos). Quando olhei para dentro da caixa fiquei desiludida e senti-me enganada pela malta da Nacional: os anéis eram minímos, mais pequenos até que Cheerios.
Desanimada, virei a caixa dentro da tigela. Foi então que comecei a ver coisas estranhas: para além dos anéis, havia também cereais em forma de meia lua e corações.

Estão perdoados senhores da Nacional. Estão mais do que perdoados.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O que acabei de ver foi uma coroação.
De um português em Espanha.

E no fim barulho dos Xutos.

Take that Bandarra.

quinta-feira, 11 de junho de 2009


@ Almeida, 2009
A minha singela homenagem à mais que nacional criatividade sem limites e a minha razão para "marcar" este dia (que por acaso foi ontem mas vamos fazer de conta que ainda vou a tempo).
Paradas militares são parvas.
Paradas militares só se justificariam se o Paulo Portas fosse ministro e estivesse naquela altura do mês.
Festejem mas é este Portugal oh! =D

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Portugal em 30 segundos

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Eu gosto de Portugal.

Muito.
Um dia depois de ser noticiado o problema das dioxinas na carne de porco irlandesa, vi uma coisa no meu percurso de autocarro que, estive vai-não-vai, para me levantar e começar a bater palmas. Só não partilhei aqui mais cedo no blog porque queria tirar uma fotografia: palavras, seja qual for o valor delas, jamais poderão exprimir a grandiosidade tuga daquilo que vi. Hoje consegui tirar a fotografia mas, por culpa do pé pesado do sr. motorista do autocarro, uma curva manhosa e um farfalhudo conjunto de árvores, a fotografia não faz justiça ao esplendor da imagem.

Muito bem: basicamente, na saída da Calçada de Carriche para a Póvoa de Sto. Adrião a estrada passa atrás de meia-dúzia de casinhas. Todas têm um piqueno pátio, um estendal, uma mini-varanda ou uma marquise improvisada com cartazes fanados à Malaposta. Ora, o que eu vi na última casa dessa fila foi...na varanda, por cima do estendal, um fumeiro. Dezenas de chouriços pendurados por cima da roupa.
Houve um gajo, um gajo qualquer à mesa a ver as notícias na TVI, a palitar os dentes, com uma camisola interior daquelas furadinhas de alças e, muito provavelmente bigode, um gajo iluminado que, ainda antes do Expresso noticiar que já papamos 600 kg de enchidos contaminados, decidiu que estava na altura de fazer aquilo que nós portugueses fazemos melhor: a arte do desenrascanço. Arranjou o seu próprio enchido. E...epah. É bonito.
Especialmente porque uma varanda aberta, à beira de tudo o que é fumos de escape, em tempo de intempérie e muita ventania, a funcionar enquanto fumeiro, é arrojado. No mínimo.
E o cheirinho que fica na roupa? Tentem lá arranjar um Quanto ou um Confort de Paio de Arganil a ver se conseguem.


quinta-feira, 13 de novembro de 2008

As cores da nossa bandeira


O verde simboliza a esperança.
O vermelho representa o sangue e a vitória.
O amarelo da esfera armilar surgiu inicialmente como uma homenagem aos óculos do Manoel de Oliveira, mas recentemente surgiu quem defenda o amarelo como homenagem aos dentes do Jorge Palma.

;;