segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A chamada 'intervenção divina'

Ontem, enquanto esperava na rua pelo resto do grupo vejo aproximarem-se duas senhoras bem vestidas, debaixo de um guarda-chuva marcado com o logo da presidência europeia de Portugal. Inconscientemente, dou por mim a ponderar ir perguntar-lhes se têm um emprego para mim, só por causa do pendor minimamente europeu do guarda-chuva. Cheguei a dar um pequeno passo em frente.
As senhoras afastam-se e entram e eu recuo desconsolada com o meu patético desespero.


O resto da trupe chega, entramos, sentamo-nos nos nossos lugares.

"Já viste quem é que está aqui duas filas atrás?"
"Não, quem?"

Viro-me.
Era o Durão Barroso.

Roberto Carlos cantou na minha mente.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

No dia 3 de Setembro, entreguei na secretaria da faculdade o papelinho azul (super-hiper-ultra-violentamente organizado) necessário para requerer o certificado de conclusão de licenciatura. Perguntei à senhora quanto tempo demorava e ela, simpaticamente, disse-me:
"Ah, isto agora leva algum tempo. Um mês, mês e meio. É melhor telefonar primeiro para saber."

E eu agradeci, resignei-me e vim para casa, esperar um mês e meio pelo papelinho.
Foi um mês de espera muito MUITO longo.

No dia 7 de Outubro (quarta-feira), estando eu na faculdade aproveitei para saber se a folhinha A4 já estava impressa, carimbada e assinada. A fila para a secretaria era grande - optei por, ao lado da secretaria, telefonar.
Disse a senhora que me atendeu que "isto está tudo organizado, (estava sim senhora) eu vou fazer-lhe a média mas não posso fazer mais porque quem trata disto é a minha colega e está de férias. É melhor tentar de novo para a semana".
A resmungar com a "colega que está de férias, quem é que vai de férias em Outubro, não há mais ninguém que possa tratar disto" fui embora.

Dia 14 (Quarta-feira) voltei à FLUL. Esperei o meu tempo na fila invejando a competência da senhora a atender o guichet ao lado, o de Mestrados, sempre sem fila. Quando chega a minha vez e pergunto esperançosa pelo meu certificado de conclusão de licenciatura - afinal já tinha passado o máximo de mês e meio - a senhora procura no computador.
"Olhe, a média já está feita (obrigado senhora do telefonema) mas agora falta a minha colega. Tente de novo na próxima semana. E é melhor telefonar antes."
Assim. Sem nenhuma explicação melhor, sem explicar porque razão "falta a minha colega" e que raio de colega era esta.

Ontem (Quarta-feira), mais bem disposta do que qualquer pessoa que tem de lidar com secretarias, telefonei de manhã. No atendimento geral a senhora que me atendeu (onde andam os funcionários públicos do sexo masculino, afinal?) diz-me atrapalhada que a linha da licenciatura está com uma grande fila e que talvez seja melhor eu telefonar mais tarde.
"Eu não me importo de esperar."
"Está certo, vou pô-la em espera, bom-dia."

Cinco minutos de Quatro Estações depois (a sério, onde estava a música dos telefones sem a Primavera? FLUL não esperava algo tão prevísivel de ti), a senhora na secretaria atende-me.
"Bom-dia. Olheeee, eu estou a ligar para saber se o meu certificado de conclusão de licenciatura já está pronto."
* silêncio do outro lado *
"Er... disseram-me que era melhor telefonar antes de ir aí?"
"Certo, diga-me o seu número."
*alguns minutos de confusão numérica por causa da eterna guerra treze/treuze*
"Olhe, o seu certificado já está pronto. Pode vir buscá-lo."
"Está?! Posso ir ai hoje à tarde?!"
"Está sim, pode vir."
"Muito obrigada, bom-dia."

Fui lá - estava na FLUL às 14:40. Meia-hora de fila, depois.
"Boa-tarde. Eu vinha buscar o meu certificado de conclusão de licenciatura."
"Diga-me o seu número."
* alguns minutos de confusão numérica e de troca de identidades em que até me é dito que faltam pagar três propinas, isto por causa da eterna guerra treze/treuze*
"Olhe... aqui está o seu certificado mas falta-me uma assinatura."
"Como assim?"
"Aqui, está a ver?"
A senhora, com um ar muito panhonha, mostra-me o verso do certificado, onde devia estar a assinatura do "Secretário" e o selo branco.
"Então... mas... ninguém pode assinar isso?"
"Não, eu não tenho aqui ninguém que me possa assinar isso."
Fico em silêncio a olhar para a mulher - provavelmente, com um ar algo demente, porque ela acrescenta logo.
"Olhe, eu peço desculpa mas não posso assinar, percebe?"
"Então mas não tem ninguém aí (aponto com a cabeça para a dezena de pessoas que andava lá atrás entre secretárias e dossiers) que assine isso?"
"Não, não está aqui ninguém. Eu não sei deles."
Com um dos melhores risos de escárnio, um perfeito sneer, que tive em anos, pergunto-lhe:
"Não sabe deles?"
"Não, não sei. Eles... não sei. Devem estar...ah...reunidos. Devem estar reunidos para aí, não sei."
"Não sabe de ninguém."
A minha sobrancelha vai ao meio da testa. A resposta da senhora é o gesto que mais me enfurece: encolhe os ombros e murmura "não sei", isto enquanto a fila atrás de mim ia crescendo. A mulher fica em silêncio a olhar para mim, sem me dar nenhuma solução. Eu fico incrédula, à espera que ela pare de encolher os ombros e que faça o trabalho dela: ajudar-me. Nada.
"Olhe... vocês fecham às quatro, não é?"
"É sim."
"Eu passo aqui às cinco para as quatro."
"Está bem. Olhe, passe antes faltando dez minutos para as quatro."
"Está certo".

Vou fazer tempo e barafustar com a secretaria e o encolher de ombros da mulher e os colegas assinadores reunidos no café, como se em três anos eu não tivesse aprendido como aquilo funciona.

Volto às vinte para as quatro. Sento-me nos banquinhos em frente à secretaria (um pouco de pressão).
Quando falta um quarto de hora para as quatro, meto-me na fila. A senhora vê-me e manda-me passar à frente.
Contente, vou. Ela mostra-me o certificado.
"Já está assinado?"
"Já."
"Óptimo."
"Pronto... olhe, agora tem aqui é uma dívida de oito euros."
Eu já conhecia esta dívida. Na minha conta online estava lá essa dívida. As minhas propinas foram sempre pagas certas. Aquela dívida é um erro informático.
Eu olho desesperada para o olhar parado da mulher e digo-lhe:
"É assim...essa dívida não existe. Eu amanhã passo por cá com os recibos para comprovar. Boa-tarde e muito obrigado, sim?"
Cheguei a casa na certeza que hoje ainda ia ter de jogar ao Papel, Pedra ou Tesoura antes de poder trazer o certificado para casa. Devia ter feito como o Ima (campeão!) que ferveu com um encolher de ombros e saiu da Segurança Social "acompanhado" por seguranças.

Hoje, reúno os recibos todos e pesquiso na net a propina de 2006/2007.
Lá consigo encontrar e segundo aquilo que está disponível online, sim, eu paguei quatro euros a menos em duas propinas.
Tenho a certeza quase absoluta que não me enganei e que na altura o valor pedido foi o que paguei - confirmei isto num panfleto da altura que ainda tenho. Os chulos da FLUL criaram uma grande aldrabice. Há três semanas ainda teria dado luta. Agora, desisti.
Enfim, eu só quero o certificado.

Volto lá hoje de manhã.
Para meu bem, atende-me uma senhora consideravelmente mais desenvolta.
"Bom-dia. Eu vinha aqui buscar o meu certificado de conclusão de licenciatura. Eu sei que há aí uma dívida de oito euros de propinas... posso pagar?"
"Isso tem de ser pago no banco."
Passa-me o papelinho das propinas.
"PRÓXIMO"

Vou ao banco com um sorriso idiota nos lábios.
O senhor do banco vê-me entrar com o papelinho nas mãos.
"Bom-dia."
"Bom-dia."
"É para pagar propinas?"
"Sim. Oitos euros."
O senhor do banco sorri e dá-me uma senha. Quinze minutos da minha vida (que jamais terei de volta) são passados ali à espera de vez. Quando finalmente chega ao meu Z 18, vou até ao balcão.
Outro senhor me recebe (então é aqui que eles andam).
"Bom-dia."
"Bom-dia (subitamente o saloio genuíno que há em mim, ao fim de tanta volta, desperta e num tom que dificilmente voltarei a usar na vida assento na mesa, com a palma da mão, o papel de pagamento) Olhe, eu venho aqui saldar uma dívida de OITO euros à Faculdade de Letras."
"Ah. Muito bem."
Faço o pagamento - com moedinhas FLUL, por Deus, com moedas - enquanto o senhor comenta que "eles não perdoam ah-ah-ah".

Regresso feliz à Faculdade de Letras. É agora. É agora que vou receber o meu certificado. Quase que nem há fila para a secretaria e tudo. Quando vejo que ainda é a mesma senhora que lá está e, farta do discurso de "bom-dia, vinha aqui buscar o meu certificado de conclusão de licenciatura" decidi, jovialmente, atirar logo um:
"Voltei!"
* blank stare *
"Er... estive aqui há pouco."
* blank stare *
Os meus ombros descem e suspiro, resignada. Regressa a cassete.
"Bom-dia. Eu vinha levantar o meu certificado de conclusão de licenciatura. Tive de ir pagar uma dívida de oito euros (praticamente atirei o recibo para dentro do guichet)"
"Diga-me o seu número."
* segue-se o clássico circo por causa da confusão entre treze/treuze em que tenho de garantir pela enésima vez que o meu apelido não é Mendes Pacheco e que o meu certificado é de Estudos Europeus, não de História de Arte *
A senhora tira fotocópias ao recibo e ao certificado.
"Assine aqui."
Assino.
A senhora passa-me um papel.
"Está tudo?"
"Está sim."
"MUITO obrigado. Bom-dia."
"Bom-dia. Boa sorte."

E foi isso. Só isso.
Da faculdade até ao metro o que aconteceu dentro da minha cabeça foi uma célebre cena de um tal de Braveheart, em câmera lenta e convenientemente musicada.
Adeus FLUL, fomos muito felizes.

quinta-feira, 5 de julho de 2007


Lidos, Relidos

O Soldado Fanfarrão, Plauto
Os Dois Irmãos, Terêncio
Os Persas, Esquilo
As Bacantes, Eurípides
Tiestes, Séneca
Ilíada e Odisseia – Hélade, Maria Helena da Rocha Pereira
O trágico como essência do herói épico na Íliada - Alexandre Franco de Sá
Pensar o Trágico. Categorias da Tragédia Grega – José Pedro Serra
O trágico antigo e o Homem de hoje – José Pedro Serra
A construção do trágico em Sófocles – José Pedro Serra
Cassandra ou a voz da maldição, José Pedro Serra
A morte heróica – transfigurar a vida pela meditação na morte – José Pedro Serra
O resgate do corpo de Heitor na Ilíada – José Pedro Serra
A teia de Penélope – José Pedro Serra
Clavis Prophetarum – Chave dos Profetas – Livro III, Padre António Vieira
Reinventar a cidadania na era da globalização – Esboço de um programa de investigação – Viriato Soromenho Marques
Declaração de Berlim
As Troianas, Eurípides
A Germânia, Tácito
A Carta, Pêro Vaz de Caminha
O Coração das Trevas, Joseph Conrad
Esperanças de Portugal, Quinto Império do Mundo, Padre António Vieira
A very Roman lesson for today, Henry Porter
De Egipto al Vaticano: dando al arte antigua un nuevo sentido
A Igreja e a Nova Europa, Joseph Ratzinger
Sacramentum Caritatis, Bento XVI
Séc. XXI – A Europa em Mudança, Mark Leonard
Antígona, Sófocles
Ajax, Sófocles
Rei Édipo, Sófocles
Eneida, Vergílio
Oresteia, Esquilo
Estudos de História da Cultura Clássica, Vol. II – Cultura Romana – Maria Helena da Rocha Pereira
Ninguém Escreve ao Coronel, Gabriel García Márquez
Íliada, Homero
Pela Estrada Fora, Jack Kerouac
The Great Gatsby, F. Scott Fitzgerald
Dubliners, James Joyce
Waiting for Godot, Samuel Beckett
Prometeu Agrilhoado, Ésquilo
O Amor nos Tempos de Cólera, Gabriel García Márquez
Crónica de una Muerte Anunciada, Gabriel García Marquez
Casino Royale, Ian Fleming
Siddhartha, Hermann Hesse
Um Homem sem Pátria, Kurt Vonnegut
Cândido, Voltaire
O triunfo dos Porcos, George Orwell
1984, George Orwell
Memória de Elefante, António Lobo Antunes
Astérix, o Gaulês
Astérix e a Foice de Ouro
Astérix e os Godos
Astérix Gladiador
Astérix – a Volta à Gália
Astérix e Cleópatra
Astérix e o Combate dos Chefes
Astérix entre os Bretões
Astérix e os Normandos
Astérix - o Legionário
Astérix – o escudo de Arverne
Astérix nos Jogos Olímpicos
Astérix e o Caldeirão
Astérix na Espanha
Astérix – a Zaragata
Astérix entre os Helvécios
Astérix – o domínio dos Deuses
Astérix – os louros de César
Astérix – o adivinho
Astérix na Córsega
Astérix – o presente de César
Astérix conquista a América
Obélix e Companhia
Astérix e os Belgas
Astérix – o Grande Fosso
A Odisseia de Astérix
O filho de Astérix
As 1001 horas de Astérix
O pesadelo de Obélix
Astérix e Latraviata
O céu cai-lhe em cima da Cabeça
Astérix Contra César
As doze tarefas de Astérix
Como é que o Obélix caiu no caldeirão do druida quando era pequeno, Goscinny e Uderzo (sim…li a colecção inteira do Astérix)
Boca do Inferno - um ano de crónicas na Visão, Ricardo Araújo Pereira
O futebol é isto mesmo: ou então é outra coisa completamente diferente por Zé Manel, Miguel Góis e Ricardo (Artur! x) ) Araújo Pereira

Meio lidos...Uns por falta de tempo. Outros por falta de interesse. Outros porque são aborrecidos. Muitos serão (estão a ser) retomados.

La tragedia grega, Albin Lesky
The Cambridge Companion to Greek Tragedy, edited by P.E. Easterling
Paideia, Werner Jaeger
Sobre o trágico em Antígona de Sófocles, Maria do Céu Fialho
RATIO e VOLVTAS no pensamento de Séneca, J.A. Segurado e Campos
O Sentido da História, Karl Lowith
Geography: Realms, regions and concepts, Muller
Geografia Universal: Grande Atlas do Século XX, Europa Ocidental (Vol. I)
Repensar Portugal na Europa. Perspectivas de um país periférico. Parte 1, Carminda Cavaco
Atlas Universal Expresso
O que é a linguagem?, Fromkin
Linguagem verbal: aspectos biológicos e cognitivos, Isabel Hub Faria
Educar para a cidadania europeia: realidade, desafio ou utopia?, Vitória Cardona
O que é a Europa?, Duroselle
Aspectos do pensamento de Vieira na Clavis Prophetarum, Arnaldo do Espírito Santo
Censuras da Clavis Prophetarum do Padre António Vieira, Arnaldo do Espírito Santo
Camões e Vieira: epopeia e profecia, Arnaldo do Espírito Santo
Milenarismo e utopia na Clavis Prophetarum do Padre António Vieira, Arnaldo do Espírito Santo
Livros de uso do Padre António Vieira, Arnaldo do Espírito Santo
Tempo e apocalipse: da história do passado à história do futuro – os autores clássicos no Padre António Vieira, Arnaldo do Espírito Santo
Elegias, Propércio
Metamorfoses, Ovídio
Poesia amorosa latina. Selecta.
The histories of Polybius. Book I
Os trabalhos e Os dias, Hesíodo
A ideia de Europa. Uma perspectiva histórica, Manuela Tavares Ribeiro
Between Republic and Empire – Interpretations of August and his Principate C. Caeser Divi filius and the formation of the Alternative in Rome
Carlomagno, Alessandro Barbero
The Battle of Books
El clasicismo francés y su proyección en Europa. La Querelle de los antigos y los modernos
Os antigos e os modernos, Curtius
Ode Contra Fortuna, Pierre de Ronsard
Ensaios, Montaigne
Joan Fernández, o mouro anazado: uma figura de renegado e o Cancioneiro satírico galego-português, Mário Barbieri
Orientalismo, Edward Said
O Fim dos Tempos, Umberto Eco
Portugal no Futuro da Europa, edição de Paula Moura Pinheiro
Tratado que Estabelece uma Constituição para a Europa
Odisseia, Homero
Além do Bem e do Mal, Nietzsche
Estudos de História da Cultura Clássica, Vol. I – Cultura Grega, Maria Helena da Rocha Pereira
Pride and Prejudice, Jane Austen
The Hound of the Baskervilles, Sir Arthur Conan Doyle
La nausée, Jean-Paul Sartre
Ulisses, James Joyce
As Farpas, Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão
Bíblia Sagrada
Os Lusíadas, Luís de Camões
O príncipe, Maquiavel
Obra completa de Edgar Allan Poe
Equador, Miguel Sousa Tavares
Mein Kampf, Hitler
O Anticristo, Nietzsche
Apologia de Sócrates, Platão
O Banquete, Platão
Corão
Beowulf

O que estou a mesmo a ler ? Neste momento, realmente?

Os Miseráveis, Victor Hugo (a reler e a reler e a reler)…
Crime e Castigo, Dostoievsky (à espera desde o Verão passado)
Orlando, Virgínia Wolf

O maior - A Bíblia - 2143 páginas
O que parecia que não e afinal valeu a pena - A Íliada, Homero
O que até parecia interessante e afinal não valeu a pena - Pela Estrada Fora, Jack Kerouac
O que já se esperava não valer a pena e que li para poder dizer mal à vontade - Casino Royale, Ian Fleming
O que ainda não li completamente mas quero mesmo, mesmo ler - Ulisses, James Joyce
A re-leitura que quis fazer - Os Miseráveis, Victor Hugo
A re-leitura que fiz e não queria fazer - Cândido, Voltaire
O da depressão - La Nausée, Jean-Paul Sartre
O de rebolar a rir - Boca do Inferno - Um ano de crónicas na Visão, Ricardo Araújo Pereira
O enfadonho - Pride and Prejudice, Jane Austen
O imparável - Siddhartha, Hermann Hesse
O surpreendente - As Farpas, Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão
O autor confirmado - Gabriel García Márquez
O novo autor - António Lobo Antunes

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