quinta-feira, 5 de julho de 2007


Lidos, Relidos

O Soldado Fanfarrão, Plauto
Os Dois Irmãos, Terêncio
Os Persas, Esquilo
As Bacantes, Eurípides
Tiestes, Séneca
Ilíada e Odisseia – Hélade, Maria Helena da Rocha Pereira
O trágico como essência do herói épico na Íliada - Alexandre Franco de Sá
Pensar o Trágico. Categorias da Tragédia Grega – José Pedro Serra
O trágico antigo e o Homem de hoje – José Pedro Serra
A construção do trágico em Sófocles – José Pedro Serra
Cassandra ou a voz da maldição, José Pedro Serra
A morte heróica – transfigurar a vida pela meditação na morte – José Pedro Serra
O resgate do corpo de Heitor na Ilíada – José Pedro Serra
A teia de Penélope – José Pedro Serra
Clavis Prophetarum – Chave dos Profetas – Livro III, Padre António Vieira
Reinventar a cidadania na era da globalização – Esboço de um programa de investigação – Viriato Soromenho Marques
Declaração de Berlim
As Troianas, Eurípides
A Germânia, Tácito
A Carta, Pêro Vaz de Caminha
O Coração das Trevas, Joseph Conrad
Esperanças de Portugal, Quinto Império do Mundo, Padre António Vieira
A very Roman lesson for today, Henry Porter
De Egipto al Vaticano: dando al arte antigua un nuevo sentido
A Igreja e a Nova Europa, Joseph Ratzinger
Sacramentum Caritatis, Bento XVI
Séc. XXI – A Europa em Mudança, Mark Leonard
Antígona, Sófocles
Ajax, Sófocles
Rei Édipo, Sófocles
Eneida, Vergílio
Oresteia, Esquilo
Estudos de História da Cultura Clássica, Vol. II – Cultura Romana – Maria Helena da Rocha Pereira
Ninguém Escreve ao Coronel, Gabriel García Márquez
Íliada, Homero
Pela Estrada Fora, Jack Kerouac
The Great Gatsby, F. Scott Fitzgerald
Dubliners, James Joyce
Waiting for Godot, Samuel Beckett
Prometeu Agrilhoado, Ésquilo
O Amor nos Tempos de Cólera, Gabriel García Márquez
Crónica de una Muerte Anunciada, Gabriel García Marquez
Casino Royale, Ian Fleming
Siddhartha, Hermann Hesse
Um Homem sem Pátria, Kurt Vonnegut
Cândido, Voltaire
O triunfo dos Porcos, George Orwell
1984, George Orwell
Memória de Elefante, António Lobo Antunes
Astérix, o Gaulês
Astérix e a Foice de Ouro
Astérix e os Godos
Astérix Gladiador
Astérix – a Volta à Gália
Astérix e Cleópatra
Astérix e o Combate dos Chefes
Astérix entre os Bretões
Astérix e os Normandos
Astérix - o Legionário
Astérix – o escudo de Arverne
Astérix nos Jogos Olímpicos
Astérix e o Caldeirão
Astérix na Espanha
Astérix – a Zaragata
Astérix entre os Helvécios
Astérix – o domínio dos Deuses
Astérix – os louros de César
Astérix – o adivinho
Astérix na Córsega
Astérix – o presente de César
Astérix conquista a América
Obélix e Companhia
Astérix e os Belgas
Astérix – o Grande Fosso
A Odisseia de Astérix
O filho de Astérix
As 1001 horas de Astérix
O pesadelo de Obélix
Astérix e Latraviata
O céu cai-lhe em cima da Cabeça
Astérix Contra César
As doze tarefas de Astérix
Como é que o Obélix caiu no caldeirão do druida quando era pequeno, Goscinny e Uderzo (sim…li a colecção inteira do Astérix)
Boca do Inferno - um ano de crónicas na Visão, Ricardo Araújo Pereira
O futebol é isto mesmo: ou então é outra coisa completamente diferente por Zé Manel, Miguel Góis e Ricardo (Artur! x) ) Araújo Pereira

Meio lidos...Uns por falta de tempo. Outros por falta de interesse. Outros porque são aborrecidos. Muitos serão (estão a ser) retomados.

La tragedia grega, Albin Lesky
The Cambridge Companion to Greek Tragedy, edited by P.E. Easterling
Paideia, Werner Jaeger
Sobre o trágico em Antígona de Sófocles, Maria do Céu Fialho
RATIO e VOLVTAS no pensamento de Séneca, J.A. Segurado e Campos
O Sentido da História, Karl Lowith
Geography: Realms, regions and concepts, Muller
Geografia Universal: Grande Atlas do Século XX, Europa Ocidental (Vol. I)
Repensar Portugal na Europa. Perspectivas de um país periférico. Parte 1, Carminda Cavaco
Atlas Universal Expresso
O que é a linguagem?, Fromkin
Linguagem verbal: aspectos biológicos e cognitivos, Isabel Hub Faria
Educar para a cidadania europeia: realidade, desafio ou utopia?, Vitória Cardona
O que é a Europa?, Duroselle
Aspectos do pensamento de Vieira na Clavis Prophetarum, Arnaldo do Espírito Santo
Censuras da Clavis Prophetarum do Padre António Vieira, Arnaldo do Espírito Santo
Camões e Vieira: epopeia e profecia, Arnaldo do Espírito Santo
Milenarismo e utopia na Clavis Prophetarum do Padre António Vieira, Arnaldo do Espírito Santo
Livros de uso do Padre António Vieira, Arnaldo do Espírito Santo
Tempo e apocalipse: da história do passado à história do futuro – os autores clássicos no Padre António Vieira, Arnaldo do Espírito Santo
Elegias, Propércio
Metamorfoses, Ovídio
Poesia amorosa latina. Selecta.
The histories of Polybius. Book I
Os trabalhos e Os dias, Hesíodo
A ideia de Europa. Uma perspectiva histórica, Manuela Tavares Ribeiro
Between Republic and Empire – Interpretations of August and his Principate C. Caeser Divi filius and the formation of the Alternative in Rome
Carlomagno, Alessandro Barbero
The Battle of Books
El clasicismo francés y su proyección en Europa. La Querelle de los antigos y los modernos
Os antigos e os modernos, Curtius
Ode Contra Fortuna, Pierre de Ronsard
Ensaios, Montaigne
Joan Fernández, o mouro anazado: uma figura de renegado e o Cancioneiro satírico galego-português, Mário Barbieri
Orientalismo, Edward Said
O Fim dos Tempos, Umberto Eco
Portugal no Futuro da Europa, edição de Paula Moura Pinheiro
Tratado que Estabelece uma Constituição para a Europa
Odisseia, Homero
Além do Bem e do Mal, Nietzsche
Estudos de História da Cultura Clássica, Vol. I – Cultura Grega, Maria Helena da Rocha Pereira
Pride and Prejudice, Jane Austen
The Hound of the Baskervilles, Sir Arthur Conan Doyle
La nausée, Jean-Paul Sartre
Ulisses, James Joyce
As Farpas, Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão
Bíblia Sagrada
Os Lusíadas, Luís de Camões
O príncipe, Maquiavel
Obra completa de Edgar Allan Poe
Equador, Miguel Sousa Tavares
Mein Kampf, Hitler
O Anticristo, Nietzsche
Apologia de Sócrates, Platão
O Banquete, Platão
Corão
Beowulf

O que estou a mesmo a ler ? Neste momento, realmente?

Os Miseráveis, Victor Hugo (a reler e a reler e a reler)…
Crime e Castigo, Dostoievsky (à espera desde o Verão passado)
Orlando, Virgínia Wolf

O maior - A Bíblia - 2143 páginas
O que parecia que não e afinal valeu a pena - A Íliada, Homero
O que até parecia interessante e afinal não valeu a pena - Pela Estrada Fora, Jack Kerouac
O que já se esperava não valer a pena e que li para poder dizer mal à vontade - Casino Royale, Ian Fleming
O que ainda não li completamente mas quero mesmo, mesmo ler - Ulisses, James Joyce
A re-leitura que quis fazer - Os Miseráveis, Victor Hugo
A re-leitura que fiz e não queria fazer - Cândido, Voltaire
O da depressão - La Nausée, Jean-Paul Sartre
O de rebolar a rir - Boca do Inferno - Um ano de crónicas na Visão, Ricardo Araújo Pereira
O enfadonho - Pride and Prejudice, Jane Austen
O imparável - Siddhartha, Hermann Hesse
O surpreendente - As Farpas, Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão
O autor confirmado - Gabriel García Márquez
O novo autor - António Lobo Antunes

sábado, 12 de maio de 2007


Chama-se “os da ASAE”.

Concordo com a sua actuação em grandes indústrias. Não consigo concordar com a sua actuação “exagerada, obsessiva e para as câmaras da TVI” em pequenos negócios.

Um pequeno desabafo, estereotipado e pouco razoável, mas ao qual não resisto.

Os senhores da ASAE e os burocratas de Bruxelas querem transformar as cozinhas europeias em laboratórios. Ta-dah!
É que o cozinhar de protecções nas mãos, protecções nos pés, protecções na cabeça, protecções nos braços…OK, o cozinhar forrado de plástico e latéx faz-me espécie. Chamem-me antiquada – para mim um avental é uma farda de trabalho, basta-me.
OK,OK. Também eu não gosto de cabelos a boiar na sopa.
Querem saber uma coisa gira? Nunca ouvi um caso de alguém que tenha morrido depois de ingerir um cabelo.
“Ah, mas isso é resultado da fiscalização cuidada da ASAE.” Não, não. Quando eu disse nunca, referia-me a toda uma História humana – a menos que, claro (e oh meu Deus!), a ASAE sempre tenha existido (“e ao terceiro dia Deus criou a ASAE”? Perdi essa parte. Não deixaria no entanto de explicar porque é que Deus ao sétimo dia teve de parar).
“Ah, mas antigamente as taxas de mortalidade eram bem mais elevadas, mesmo em civilizações tão organizadas e avançadas como a Romana.” Pois, mas os romanos comiam vísceras de pássaros e tinham canalizações de chumbo.
Os senhores da ASAE, claramente, nunca se sentaram numa tasca (julgo que tal seria o equivalente a um PSP residindo na Baixa da Banheira ou assim).
Se os senhores da ASAE já se tivessem sentado numa tasca a degustar um prato de caracóis, sabiam que caracóis não são caracóis sem esse tempero essencial que é as mãos do dono da tasca. E olhem que eu nem gosto de caracóis.
Os senhores da ASAE sabem, como eu, que a Europa tem a melhor segurança alimentar do mundo.
Os senhores da ASAE sabem, como eu, que aos europeus isso não basta. Manientos. Mas os europeus do Mediterrâneo não são desses.
Os senhores da ASAE desconhecem uma cozinha (e não, não corram já para as fitas seladoras e os blocos de notas). A cozinha mediterrânica. O segredo da cozinha mediterrânica, insisto, está no tempero das mãos. Por isso está cada vez mais perdida (e tão saudável que era - a mais saudável, dizem alguns). Deixou saudades.
Os senhores da ASAE eram aqueles putos gordos que nos intervalos enfardavam-se de bolos e que depois justificavam as dores de estômago com “o creme devia estar estragado”.
Os senhores da ASAE se calhar nunca viram o que já vi. Prateleiras de bolos, em bares de escolas, com carreirinhos de formigas a abastecerem de “cremes e massas em más condições de higiene em segurança” a despensa para o Inverno. Nunca vi uma formiga com uma intoxicação alimentar, mas aí, admito, já estaria a entrar no domínio da parvoíce. Ainda assim, gostaria de destacar que as formigas não se queixam e até repetem a dose.
Voltando à situação deste bar, reparem que isto não foi à vinte anos, antes do Mário Soares assinar o Tratado de Adesão, nesses tempos longínquos em que éramos uns rudes porcos e brutos. Não. Nada disso. Foi há dois anos e não vi nenhum agente da ASAE a suspender aquele bar onde um grupo de risco (e em abono da verdade, diga-se, pouco esquisito, marcha tudo) – os adolescentes – se abastecia diariamente, mais do que uma vez por dia.
Compreendo. Nenhum de nós, enquanto utentes lesados do bar, denunciou a situação, senão os senhores da ASAE imediatamente apareceriam, isolariam o local e, depois de selado, obrigariam a desinfecção dezassete vezes, sendo a última a fazer o pino (regras são regras e são para se cumprir). Não, nós não denunciamos. Fizemos o que nos pareceu mais adequado: simplesmente deixamos de ir ao bar. No ano seguinte tínhamos um bar novo e limpinho.
Os senhores da ASAE não deviam crescer.
Os senhores da ASAE devem ter o trabalho mais satisfatório do mundo. Encontram sempre qualquer coisa. Menos formigas expostas em vitrinas.
Os senhores da ASAE têm o trabalho deles, como toda a gente tem o seu. Só é pena que tenha mais importância investir no trabalho deles do que em centros de saúde que fecham, centros de saúde e hospitais que nem existem, em ambulâncias que faltam (e não, não estou a falar de Angola ou do Chade, estou a falar de um estado-membro da União Europeia, para mais de vinte anos), em tribunais e em justiça que não trabalham, em luta contra a corrupção, lavagens de dinheiro, roubos de dinheiros públicos (não, não é a Colômbia, é Portugal, meus senhores, um dos maiores impérios do mundo, há coisa de uns séculos atrás), em políticas de natalidade, de fixação de população no interior, na cultura, na deslitoralização dos serviços e da indústria, na educação a sério (porque esta que cria inspectores da ASAE, parlamentares e empresários como alguns – muitos! – que por aí andam a chafurdar no título, é uma educação de faz-de-conta – acreditem, por mim testada).
Enfim (e esta é aquela parte em que extrapolo uma embirração – os senhores da ASAE – para o estado suicida do país), posso ter as prioridades trocadas, mas parece-me que não sou a única.
Sem nada com que contar senão estrelas, boa vontade dos ventos e sorte achamos a Madeira (maldita a hora…mas isso é uma outra conversa), os Açores, o Brasil, a África Subsariana, Timor, o Japão, a rota para a Índia, e isto tudo sem parar pelo caminho para pedir indicações. Hoje todos julgam saber qual é o caminho, todos apontam um caminho e, no meio desta bagunça, uma coisa vos garanto, não o vão achar. Eu queixo-me do que se queixava o Eça e o Gil Vicente e, por incrível que seja, parece que ainda não entenderam.
Senhores da ASAE façam-me um favor. Larguem os desinfectantes que eu gosto da minha comida com sabor. Larguem isso tudo, agarrem numa pá e num balde de massa e comecem a contribuir a sério para o desenvolvimento do país. Com vocês não vamos lá. Sem vocês, também não.

E agora, com licença, são cinco da manhã e amanhã (hoje!) é dia de aulas


[Ok, ok. Eu explico isto. Eram quatro da manha, tinha sido acordada as tres por causa de agentes da ASAE e fiz birrinha]

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