quinta-feira, 2 de abril de 2009

Ontem, ia a caminho da paragem quando passo à frente de um velhote sentado num banco de jardim.
Seguia, na minha.

Até passar mesmo à frente do senhor e ele dizer bem alto, num tom dramático, teatral, quase profético [à la Manuel Alegre a recitar a Trova do Vento que Passa, à la Romeiro do Frei Luis de Sousa a atirar com um "Ninguém!" - duas coisas que, bem vistas as coisas, são uma e a mesma]:

"Quem espera, não desespera".


1) não tive coragem de olhar para trás para ver se estava lá mais alguém ou se era mesmo para mim

b) então quem espera... não é suposto desesperar? Ou alcançar?
iii) pelo menos, não foi tão assustador quanto o senhor na Alvaláxia e o acusador "eu sei o que tu fizeste! ASSASSINA!"

domingo, 20 de janeiro de 2008

Sabedoria Popular

Engraçado como deixaram de me repetir isto vezes e vezes sem conta sempre que me queixava que tinha fome...

-"Tenho fome."
- "Tens fome, come um home."
- "Mas..."
- "Volta atrás come um rapaz."
- "Mas eu..."
- "Vai ao meio, come o correio."
- "Mas..."
- "Vai à frente, come toda a gente"
- "..."

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